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Dermatoscopia

Dermatoscopia

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A saúde da pele é um aspecto essencial para o bem-estar e qualidade de vida, pois além de ser o maior órgão do corpo humano, ela também funciona como uma barreira de proteção contra agentes externos. No entanto, diversas doenças podem afetá-la, entre elas o câncer de pele, que é o tipo mais frequente no Brasil e no mundo. Diante desse cenário, a detecção precoce se torna uma ferramenta indispensável, capaz de salvar vidas por meio de diagnósticos rápidos e tratamentos mais eficazes.

Nesse contexto, a dermatoscopia surge como um exame fundamental. Trata-se de um método moderno, não invasivo e seguro, que possibilita ao dermatologista analisar detalhadamente sinais, pintas e lesões cutâneas, muitas vezes revelando alterações invisíveis a olho nu. Essa tecnologia ampliou de forma significativa a precisão diagnóstica, permitindo diferenciar lesões benignas das malignas e identificando, em estágios iniciais, o melanoma – o tipo mais agressivo de câncer de pele. Mais do que uma ferramenta diagnóstica, a dermatoscopia também tem caráter preventivo.

Ela contribui para o acompanhamento de pacientes com maior risco, evitando tanto cirurgias desnecessárias quanto o atraso no tratamento de lesões que realmente exigem intervenção. Além disso, pode ser aplicada em áreas de difícil visualização clínica, como mucosas e unhas, reforçando sua importância como recurso auxiliar indispensável no consultório dermatológico.

O que é a Dermatoscopia?

A dermatoscopia é um exame não invasivo, que serve para diagnosticar e prevenir o câncer de pele, avaliando pintas (nevos) e sinais, e os diferenciando entre benignos ou não (melanoma). Ele foi desenvolvido para que fosse possível, por meio da ampliação da imagem das lesões, visualizar estruturas na profundidade da pele, não visíveis a olho nu.

A partir desse exame, podemos ainda indicar a uma pessoa com muitas pintas quais devem ser removidas, além de evitar a retirada desnecessária de uma lesão em uma criança, por termos a certeza de benignidade, por exemplo.

O exame pode ser usado também em regiões de mucosas, como lábios, boca e genitálias, e até nas unhas, áreas de difícil avaliação clínica, em que a dermatoscopia ajuda muito na identificação de possíveis problemas. A dermatoscopia é uma ferramenta a mais na precisão diagnóstica, não tornando dispensáveis a presença de um bom exame clínico e um histórico de saúde adequados.

Quando a pele apresenta lesões com aparência duvidosa, a dermatoscopia aumenta muito a exatidão do diagnóstico, ajudando o médico dermatologista a priorizar as pintas que devem ser removidas.

Quando a Dermatoscopia Deve Ser Feita?

Algumas pessoas são mais propensas a terem esse exame solicitado pelo dermatologista. É importante ficar atento aos sinais do corpo, como lesões suspeitas que mudam de aspecto com o tempo, que apresentam bordas irregulares, coloração não uniforme ou assimetria. Esse autoconhecimento possibilita um encaminhamento mais rápido para o dermatologista, facilitando a prevenção ou o diagnóstico precoce do câncer de pele.

São candidatos a esse exame:

  • Pacientes com muitas pintas ou manchas na pele
  • Pessoas com feridas que demoram a cicatrizar
  • Indivíduos de pele muito clara, olhos claros ou ruivos
  • Quem já se expôs ou ainda se expõe muito ao sol
  • Pessoas com histórico familiar ou pessoal de câncer de pele
  • Pacientes com sinais de pele suspeitos
  • Pessoas que notaram alterações em sinais antigos ou surgimento de novos

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Dra. Luciane Hyppolito dos Santos

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Dra. Luiza Hyppolito dos Santos